Cavaleiro das Américas entra no estado de São Paulo nesta quarta, 23

ViewImage.aspxFilipe Leite será recebido em Castilho/SP com uma tradicional Queima do Alho

Está chegando o final da viagem de mais de 16 mil km de Filipe Leite, jovem cavaleiro que saiu a cavalo de Calgary, no Canadá, em 2012 e deve chegar à cidade de Barretos no dia 23 de agosto, sábado do primeiro final de semana da Festa do Peão. Nesta quarta-feira, 23 de julho, Filipe deixa Três Lagoas/MS às 7h (horário local) e segue até Castilho, primeira cidade do estado de São Paulo.
Em Castilho, Filipe será recebido com uma tradicional Queima do Alho promovida pela Associação Os Independentes, organizadora da Festa do Peão, em homenagem à entrada do corajoso cowboy em terras paulistas. “Estamos acompanhando a jornada de Filipe desde o início e apoiamos esta ousada ação do cavaleiro pela importante mensagem que ele nos passa: a preservação da cultura do peão. Assim como muitos cavaleiros, Filipe mostra perseverança e força, desbravando caminhos, assim como muitos desbravaram anteriormente”, conta Jerônimo Luiz Muzetti, presidente de Os Independentes.
Filipe Leite chegou ao Brasil em 4 de junho, entrando no país por Corumbá/MS, divisa com a Bolívia. Ele viaja com seus três cavalos, Bruiser, Dude e Frenchie, grandes parceiros da sua jornada. Em Barretos, os organizadores da Festa do Peão já anunciaram que estão construindo um monumento no Parque do Peão, local onde acontece o evento, em homenagem a Filipe e aos seus três cavalos.

A realização de um sonho
As histórias do pai (Iso Leite) sobre grandes travessias a cavalo não ficaram apenas nos livros para Filipe Leite. O jovem cavaleiro de 27 anos saiu no dia 8 de julho de 2012 do rodeio de Calgary, no Canadá, e pretende chegar ao Brasil na primeira semana do maior rodeio do país: a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, que acontece, em 2014, entre os dias 21 a 31 de agosto.
Do começo da aventura até agora, Filipe já enfrentou sol, chuva, temperaturas de diversas estações, coyotes, 400 km de deserto no México, dificuldades nas fronteiras, entre outros “perrengues”. Mas o cowboy também se deparou com a boa receptividade dos americanos e mexicanos, com a benção de uma tribo indígena do deserto mexicano (onde também ganhou um cavalo selvagem para ajudar em sua viagem) e muitas histórias para contar.
Segundo Iso Leite, pai de Filipe, a busca e idealização do paulistano para fazer esta jornada começou quando ele terminou o curso de jornalismo, feito no Canadá. “Existe uma lenda de um belga que saiu da Argentina e chegou a Nova York a cavalo em 3 anos. Sempre contei esta história para o Filipe e brincava que voltaria do Canadá (Iso e família moraram no país) para o Brasil a cavalo. Acabamos voltando, o Filipe ficou para terminar a faculdade e ao terminar a graduação decidiu fazer a jornada”, conta.
Sem patrocínio e com apoio de um amigo, Filipe arrumou as “traias” e os cavalos e decidiu partir, mas pouco antes da viagem uma produtora americana abraçou o projeto. “O objetivo dele ao terminar esta grande travessia é de fazer um documentário e escrever um livro”, conta.