Defesa Sanitária Animal precisa de um fundo fiduciário

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O Brasil precisa criar um fundo fiduciário para fortalecer a Defesa Sanitária Animal, principalmente as estratégias de combate e erradicação da febre aftosa. Para Tirso de Salles Meirelles, Presidente do CNPC – Conselho Nacional da Pecuária de Corte, o fundo permitiria aumentar a capacidade de prevenção contra a doença, assim como aprimorar a vigilância no País e nas áreas fronteiriças, medidas fundamentais para a ampliação das áreas livres de aftosa sem vacinação. O aporte financeiro, além de garantir a manutenção de bancos de antígenos e reserva de vacinas, atenderia a projetos de instituições internacionais de interesse nacional e regional. “Poderíamos ajudar países vizinhos com menos recursos como a Bolívia, por exemplo, no combate à aftosa bem como para apoiar serviços essenciais a erradicacão”, afirma Sebastião Guedes, presidente do GIEFA – Grupo Interamericano para erradicação da Febre Aftosa, e vice-presidente do CNPC.
Segundo o presidente da entidade, Tirso de Salles Meirelles, o dinheiro para o fundo viria do mercado, ou seja, do pecuarista, por meio de um percentual estipulado sobre o valor da vacina. Caberia às Federações de Agricultura, CNPC e outras entidades do setor gerir os recursos financeiros. “A iniciativa privada é quem deve decidir onde será aplicado o dinheiro, analisando eventuais pedidos de autoridades sanitárias” diz Meirelles.

Sobre o CNPC
O CNPC é uma entidade sem fins lucrativos que tem por objetivo desenvolver estratégias para o crescimento da pecuária de corte nacional e estabelecer relações entre os vários agentes, representando a cadeia produtiva junto aos governos estaduais e nacional, bem como nos fóruns de discussão internacional que promovam a sanidade, o bem-estar animal e a segurança alimentar. Criado em 1982, a entidade tem representantes nos principais Estados que se destacam na pecuária nacional sendo atualmente presidida pelo Dr. Tirso de Salles Meirelles.